O que esperar da economia em 2019?

2 de janeiro 2019

Por conta do cenário que vem se construindo ao longo dos últimos anos, muitos empreendedores e gestores têm se questionado sobre como será ou o que esperar da economia em 2019.

Também não é para menos, afinal de contas, no Brasil, as mudanças ocorridas na política em 2018 podem refletir diretamente nesse aspecto. Mas, também é necessário levar em conta as mudanças econômicas que ocorreram ao redor do mundo.

Segundo os especialistas no assunto, o Brasil ainda deve manter um ritmo de crescimento econômico moderado. Um dos indicadores que mostram isso é o leve crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre desse ano, que foi apenas de 0,8%, mas, que já é melhor do que os meses anteriores.

Levando em conta esse ritmo mais moderado, o que os analistas preveem é que a economia em 2019 ainda não terá um crescimento muito grande. E esse cenário deve se prolongar até o final do mandato do Presidente Bolsonaro, em 2022.

A reforma da previdência será crucial na economia em 2019

Um dos fatores cruciais para economia em 2019 é a reforma da previdência. Isso afetará não apenas os gestores, mas o mercado como um todo.

A verdade é que sem essa reforma, não há como o Brasil apresentar um bom crescimento em sua economia. Inclusive, essa é uma questão que já vem se arrastando há décadas e que nos últimos tempos tem levantado muitas polêmicas.

Por isso, um dos grandes desafios do Governo já no início do ano de 2019 será o de definir o fim desse debate. Mas, apenas uma alteração qualquer na previdência não será o suficiente.
É necessária uma reforma completa. E para isso, é preciso levar em conta o lado financeiro do Governo, o que os empregadores precisam para gerar mais empregos, mas também o lado dos beneficiários e contribuintes.

A guerra comercial internacional

Outro assunto que os gestores também precisam dar atenção é em relação a turbulência internacional. Os especialistas não estão tão otimistas com a economia em 2019 justamente por conta desse fator.
A verdade é que a guerra comercial internacional que se estabeleceu acabou desacelerando a economia mundial. E isso afeta diretamente a questão de importação e exportação brasileira.
As previsões de aumento nos juros dos Estados Unidos, por exemplo, irão afetar diretamente o fluxo de capitais para países como o Brasil, que ainda estão emergindo em um ritmo lento.
Outro aspecto em relação a economia internacional é a desvalorização das moedas de países emergentes. O Brasil não foi tão afetado, mas, a Argentina e a Turquia sofreram um grande impacto.
Logo, muito do crescimento da economia em 2019 vai depender do desenvolvimento do cenário internacional.

Reforma tributária

Uma das maiores expectativas para os especialistas para economia em 2019 é a reforma trabalhista tão prometida pelo atual presidente Bolsonaro. Durante sua campanha ele deu muita ênfase a essa questão, o que acabou animando vários setores do mercado, e também dos próprios consumidores.
Segundo um levantamento da Fundação Getúlio Vargas, a confiança do consumidor e do comércio atingiu o nível mais alto nos últimos 4 anos. E muito disso se deve a essa questão da reforma fiscal.
Os Bancos também divulgaram números de crescimento mais animadores para a economia em 2019. O Bradesco, por exemplo, aumentou sua previsão de 2,5% para 2,8%.
Se realmente houver as reformas prometidas, bem como os investimentos, a economia em 2019 deve ser mais promissora. Contudo, o ritmo de crescimento deve se manter moderado, não ultrapassando os 3%.
O Brasil caminha, a passos lentos e moderados, para a sua recuperação. Contudo, muitos fatores ainda devem influenciar as expectativas. E a cautela ainda deve ser mantida.
Para os analistas, a economia em 2019 dependerá diretamente do Governo atual e das promessas de campanha. Só então será possível traçar um cenário mais estável.

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